Durante o 20º Fórum de Gestão Fiscal e Tributária, especialistas da NDD subiram ao palco para explicar por que a qualidade do dado fiscal passou a determinar diretamente o resultado financeiro das empresas na era da Reforma Tributária.
Confira a gravação da palestra Cadastro, classificação e compliance: a base que sustenta a conciliação fiscal-financeira na era da Reforma Tributária, apresentada por Alceu Keller, diretor comercial e de marketing, e Luciana Vargas, coordenadora de compliance:
A palestra mostrou como a lógica da apuração está mudando: antes, a empresa calculava, escriturava e declarava, e o Fisco auditava depois. Agora, o Fisco monta uma pré-apuração de débitos e créditos com base nos próprios documentos fiscais eletrônicos emitidos pela empresa, o que significa que cadastros e classificações incorretos entram na apuração exatamente como foram emitidos.
O trabalho da empresa deixa de ser “calcular e declarar” e passa a ser “conferir, conciliar, ajustar e justificar divergências” dentro do prazo. E na CBS, o agravante é direto: a apuração confirmada ou ajustada já constitui o crédito tributário.
Os dois especialistas detalharam também o efeito dominó de um dado fiscal errado: um cadastro incorreto pode distorcer o documento fiscal, distorcer a pré-apuração e, no fim da cadeia, afetar caixa, ressarcimento e exposição de compliance, muitas vezes sem que o problema apareça no mês da emissão.
O alerta central da palestra foi sobre timing: 2026 é o ano de testar, medir divergências e corrigir processos, porque em 2027 já não há espaço para revisar cadastro, regra fiscal e integração apenas no fechamento.
O vídeo completo traz o passo a passo de como funciona a apuração assistida, os campos críticos que precisam estar governados (NCM, CEST, CST-IBS/CBS, cClassTrib, entre outros) e o plano em três frentes para transformar a Reforma em rotina controlada.